O colágeno constitui cerca de 20 a 30% das proteínas do corpo humano, mas, infelizmente, conforme os anos passam, a capacidade do nosso organismo em produzi-lo vai sendo reduzida. Por isso, para ajudar a manter o corpo sempre saudável e funcionando é fundamental a reposição do colágeno, seja através da alimentação, da suplementação ou até mesmo por meio de tratamentos estéticos e derma cosméticos.

Provavelmente você já deve ter ouvido falar que o colágeno contribui para manter um aspecto mais jovem da pele, evitando as famosas rugas e linhas de expressões, não é mesmo? Isso acontece pois ele auxilia na renovação da epiderme, a camada exterior da pele, responsável por protegê-la dos fatores extrínsecos e, também, da derme, cuja função é garantir a elasticidade e a resistência da mesma.

Porém mais do que ser responsável por rejuvenescer a pele, ele fortalece unhas e cabelos e ainda atua nas cartilagens entre as articulações, evitando o seu desgaste e fortalecendo os músculos, tendões e ligamentos, elementos fundamentais para maior controle e estabilidade dos movimentos.

Entenda os tipos de colágeno 

São diversos os tipos de colágeno existentes em nosso corpo. O colágeno do tipo 1, sendo o mais abundante, principalmente na pele e nos ossos. O do tipo 2, presente, em sua grande maioria, nas articulações, servindo como um amortecedor. E o do tipo 3, muito presente no processo de cicatrização do corpo. Mas vale lembrar que para uma boa produção de colágeno em nosso organismo, é importante estarmos com os cofatores em dia, como a vitamina C, o cobre, o zinco e o silício orgânico. 

O colágeno é composto por diversos aminoácidos, que contribuem para estimular a sua produção. Dentre eles, a lisina, que além de auxiliar no desenvolvimento ósseo, fortalece o sistema imune, a glicina, responsável por atuar como intermediário biossintético no corpo, ou seja, por fabricar outras substâncias essenciais, entre elas o colágeno, ajuda também a estabelecer o açúcar em nosso sangue, a manter uma boa noite de sono... E a prolina, que favorece na sustentação do colágeno. Todos esses, apesar de serem considerados aminoácidos não essenciais, pelo fato do nosso organismo ser capaz de sintetizar, são os que buscamos na hora da suplementação.

Ao comprar um suplemento de colágeno é muito importante analisar a sua composição e o substrato para ver a sua origem e se de fato ele tem qualidade. A grande maioria do colágeno vem de origem animal, podendo ser encontrando nas vacas, nas galinhas, nos frangos e até mesmo nos peixes. Raramente você encontrará um colágeno vegano.  Mas caso você siga uma dieta plant based, alimentos como feijão, tofu, soja e lentilha são ótimas opções para encontrar a glicina e auxiliar na sua produção de colágeno.

Caso você opte por um colágeno de gado, dê sempre preferência aos de origem Grass Fed. O que isso significa? Significa que as vacas são criadas soltas em pastos, sem ração transgênica, sem hormônios, sem antibióticos, ou seja, além de super natural também é sustentável. E por conta disso, o colágeno se torna altamente biodisponível, com uma taxa de absorção superior a 90% pelo organismo.

E lembre-se: o colágeno geralmente é uma proteína que não é hidrossolúvel, para que isso aconteça ele precisa ser hidrolisado, ou seja quebrado em pequenas partículas, para que organismo consiga absorver com maior facilidade. E para melhorar ainda mais a absorção, tornando a mais rápida e potencializando os benefícios, recomenda-se consumir o colágeno altamente hidrolisado, os famosos peptídeos de colágeno hidrolisado, que são quebrados em micro partículas. Por isso, além de Grass Fed, é importante que também seja em forma de  peptídeos.

Hábitos importantes para auxiliar na produção de colágeno

Além disso é fundamental prestar atenção em alguns hábitos dentro da nossa rotina, que podem acabar prejudicando a produção, mesmo com a reposição ideal. O excesso de sol, o consumo de cigarro, a exposição a toxinas e noites mal dormidas, são alguns dos exemplos que nos levam a ter um estresse oxidativo no organismo, que nada mais é do que um desequilíbrio entre a geração dos compostos oxidantes (radicais livres) e a atuação dos sistemas de defesa antioxidante, o que consequentemente, afeta a produção de colágeno.